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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Entre o ver, ouvir e o atender

Olha para a tua mente, que julga o inconsciente incoerente.
Olha para as balizas da almofada da preguiça.
Olha para a pedra pesada sobre a balança da palavra.
Olha sem nomear para que o espírito se possa libertar

E vê o inconsciente como criador de espaço e de tempo.
Vê no florir da existência o estremecer da indulgência.
Vê naquilo que é, o facto de que tudo é acto de fê.
Vê no ser que avança o criador e sua dança.


Ouve o silêncio cujas melodias são imensas,
Ouve o compositor que maneja a arte no amor,
Ouve o ouvinte e a sua mente que lhe mente,
Ouve a razão que sulca o campo da compaixão.

Atende o mundo que grita com a voz do mudo,
Atende a atenção que gira a chave da libertação,
Atende o sopro da vida que faz da alma um fogo,

Atende o sonho e a seiva que sobe num céu sem dono.