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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Lisboa em Agosto


Sou os olhos da rua 
e a minha mente assemelha-se a um buraco negro 
no espaço do pensamento. 
A insaciável atracção 
transforma a percepção sensorial 
em revolução mental. 
Olho para os olhos dos transeuntes 
e vejo nos indivíduos uma parcela 
da infinita variação...das representações do mundo, 
dentro da consciência da humanidade...
Cada um, pelo mundo ...
que se formou por dentro, 
tem uma versão do mundo 
que percebe de fora. 
A onda da vida que se move no tempo, 
Traz e leva ao mesmo tempo. 
Vejo no alto, a queda do abismo, 
e da cova sem fundo, 
nascer o moribundo. 
Qualquer rua, qualquer caminho, 
qualquer que seja a direcção ou a intenção, 
quando a força que move o coração ....não tem sentido...
não há chegada nem partida. 
Gente perdida ..
que encontra uma beata no chão.
Na luz do dia, ou do candeeiro à noite, 
se juntam as mãos dos amantes 
sem eles saberem 
que a força que as une ...serve a lei que os irá separar.