domingo, 31 de março de 2013

Porque não queres?

Se quisesses escrever uma poesia,
para onde orientarias a tua atenção.
Se quisesses recolher a quinta-essência do aroma da flor.
Se quisesse dialogar com senhor vento,
Mago que detêm a memoria do tempo.
Se quisesses, com a mão, amparar criança;
Recolher o dedo para não receber a aliança
Se quisesses, por um pouco, nada querer,
Irias ver que só nesse vazio é que podes receber 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Também conheço a dor

Entre o que medito e a vida que vivo
Há como uma mentira que eu não digo
Ela envolve toda a realidade do presente
E se alimenta do lixo do meu pensamento.
Que é ”ser feliz”? Pergunto ao espelho,
E o reflexo diz “há dor no mundo da gente vejo”.
Eu sou dessa gente que queria amor,
Mas sobre ele se sobrepõe o suor.
Trabalho para esquecer o sofrimento
Nasço, cresço, moro de isolamento.
Que vem do amor? Senão a dor.
Vulnerável é quem não sabe impor. 

A contrariedade

A contrariedade faz da emoção uma rocha na praia lisa do bem-estar. Chocam nela as ondas da vida criando redemoinhos de confusões e crate...