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domingo, 29 de maio de 2011

A vida

Porque não pode a vida seguir livre?

Sempre leva com ela o fardo da experiência.

Incansável substância, matriz da consciência,

ela é facto que ensina, e se ri dos livros.

Sinuosa estrada em que a chegada é partida

Sabor salino do sentimento que nos coroa ser

Conteúdo e continente que não se cansa de ter

Sopro invisível que contém a lei criativa

A vida não se mantêm cativa.

Escapa pelos dedos como água;

deixando uma sensação vaga

entre a noção e a ideia relativa

Pelo efémero sabor que deixa na alma,

intoxica avidamente o espírito da ânsia

de nos livrar do destino e da ignorância

embriagando-nos o seio de amor que acalma

Ela é a saudade presente na recordação

da mendiga mão que se estende pró fruto

do sonho cansado de ter que vestir o luto

num sombrio mundo desbotado de acção

A vida soa no corpo do espírito adormecido

e desperta-lhe a verdade que suga a letargia;

abre-lhe o trilho do destino na selva armadilha

até a clareira de luz, onde será reconhecido

Se viver é aprender…

morrerei sem saber.