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domingo, 3 de julho de 2011

Bem te quero e não te encontro

Abro as portas da minha alma e entras sem eu te ver

Fecho o coração e te prendo sem saber

Vives dentro de mi quanto te procuro lá fora.

Sempre que te alcanço desvaneces e apareces
no intemporal espaço anterior à minha busca.

Quanto mais me esforço para escutar menos te oiço.

Nas minhas sombrias noites medito sobre o fino espelhos do lago

na esperanças de encontrar uma pérola de lua reluzir no teu olhar.

Quando por ventura abres os olhos para me ver, sou o teu feitiço

e cego de tanta luz me perco no insaciável fogo da paixão.

Pressentindo a tua presencia por toda a parte

não sei por onde orientar o meu passo.

Vivo num contínuo sentimento de falhar o encontro.

Como posso eu marcar hora se não existe espaço entre nós?

Do mudo mundo da arte, vem-me as tuas ondas trazer estas linhas

e depositas na minha sufocante alma um agreste sentido de eu.

Tudo fazes sem te mexer, quando alimentas o orgulho do ser

que se esquece prontamente que sem ti não pode viver.