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domingo, 3 de abril de 2011

Fala ego meu, fala!

Porque terei eu sempre de falar do sentir?

Pasmando no ego sempre pronto a iludir.

Norte, Sul, Este, Oeste; quatro paredes infinitas onde se insere a ilusão.

A mensagem que chega à foz do meu coração é bem limitada.

É o bater da dualidade.

Quando bate prazer, escoa a dor;
quando bate esperança, o sangue é eterna desilusão;
quando bate a liberdade, prendem-se-me as pernas;
quando bate a vida é para me dizer adeus;
quando bate o bater já ouço o silêncio;
quando bate o silêncio, o silêncio perturba-me.

Quando deixa de bater, vivo no não-ser.

Já não tenho o dever de ter.

Que sentido tem o desprender?

Quando deixar de existir, tudo e nada serei.

Viverei do coração do universo e:
serei a desilusão e a esperança do teu coração,
a corda que te prende e o silêncio que te rói,
a vida do ser e os segredos do não-ser.

Serei vida em ti, quando pensas “eu sou”.

Serei o pó da terra e a sua libertação,

Serei o instinto destino do insecto,
a razão da negação quando negar é solução.

Assim por tudo ser e nada viver,
voltarei a nascer.