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domingo, 2 de outubro de 2011

O primeiro átomo


Quando se quebrou a semente que deu início à criação?
Para que lado foste tu, átomo, se o espaço ainda não tinha direcção?
Feriste a eternidade, e de uma gota de sangue criaste o tempo
Golpe no meu seio porque agora sofro saudades tuas e não aguento
Nascemos da mesma mãe e queria estar ao teu lado vagabundo irmão
Levas tu a boa nova, porém pró pão sou eu que estendendo a mão

Por vezes, olho para o céu e procuro-te em vão
Foges do espaço, pois sabes que ele é prisão
Mas eu aqui fico com as mãos serradas nas grades
A única saída, é rasgar o peito e enche-lo de verdades
Mas elas são com flores colhidas que murcham
E na sombra do meu ser sei que não adianta ser bruxo  

Não leves a mal se aqui te rogo um pouco de ternura
Procuro-te no véu das trevas onde rasgas uma abertura
Infinito que me dá graça dum sentimento que não consigo medir
Início da aventura da alma do mundo que aprende a se despir
E, enquanto me vejo envergonhado por vestir o trajo da luz,
Descubro que o “eu” presente na matéria em opacidade me reduz