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domingo, 4 de novembro de 2012

Ecos de um ser

Não! Não estou liberto do sofrimento, nem das dores, e se ainda me sinto iluminado é pela pequena chama que incansavelmente se consume na mágoa do meu peito. Na claridade desta penumbra percebo a rosa da vida projetada no fundo da minha carne, e, bem que sensível as caricias das suas pétalas, sinto-me preso pelos seus espinhos.
Pela força do desespero, por vezes, surpreendo-me a pensar aos que nunca chegaram a conhecer a alta exaltação de quem se uniu ao sol, pois os olhos ao fixarem o chão, não perdem o caminho.
É hora de reconsiderar a visão que tenho da espiritualidade!
Apesar de constatar que é ela que predomina na minha mente “vagabunda” e nos meus atos “distantes”, sinto, que por detrás da luz da minha boa consciência, se estende a vasta sombra do ego. Que força nos leva a rasgarmo-nos ao meio, fazendo do nosso ser o agente separador do espírito e da matéria, as duas faces da grande unidade.