O murmúrio das águas traz consigo ondas onde brinca a luz.
No bailado dos reflexos sonoros o meu espírito abandonado em unissonância mergulha
as suas raízes na natureza dessa infinita harmonia. A beleza de fora chama pela
minha natureza de dentro e da união fala o firmamento.
Espaço aberto para a partilha do potencial criador do Ser humano, sem tabus em relação aos seus limites e defeitos.
sexta-feira, 4 de maio de 2018
sexta-feira, 2 de março de 2018
Representação
A filosofia nos fala de representação. Mas como pode haver representação
num mundo em constante mutação. Poderíamos eventualmente fazer a representação
de uma obra de arte “estática”. Mas mesmo assim, a frequência das ondas de luz
e os impulsos vitais do nosso corpo obrigam a uma constante renovação dos factores
que dão suporte à pressuposta representação.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
criar ?
Para quê criar se tudo o que nasce só tem como sorte a morte pró levar. Mas
a força de uma outra vontade arranca como uma planta o pranto do meu ventre
expondo a infeliz raiz ao sol do firmamento, sem flor, sem fruto nem semente.
segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Viagem de carro para Pamplona
Quando o sopro quente e frio do vento une duas nuvens, o orgasmo
se faz relâmpago e rasga de luz o céu que verte a água da abundância no útero
da terra - sua esposa.
Com os olhos escancarados, deixo a luz entrar no meu corpo para iluminar cada célula. Parecia que a paisagem em movimento se reflectia pela minha alma dentro, e o coração, cheio de contentamento, tomava o néctar da verdade como alimento.
Não faz sentido descrever o que os meus olhos vêm, por que quem tem vista, o vê também. É na alquimia do laboratório do peito, de onde se elevam vapores de sentimentos, que encontro o sentido do meu relacionamento.
O espaço tão vasto como a consciência que o contempla expõe aos meus olhos mudos um mundo movido pelas leis do tempo.
Com os olhos escancarados, deixo a luz entrar no meu corpo para iluminar cada célula. Parecia que a paisagem em movimento se reflectia pela minha alma dentro, e o coração, cheio de contentamento, tomava o néctar da verdade como alimento.
Não faz sentido descrever o que os meus olhos vêm, por que quem tem vista, o vê também. É na alquimia do laboratório do peito, de onde se elevam vapores de sentimentos, que encontro o sentido do meu relacionamento.
O espaço tão vasto como a consciência que o contempla expõe aos meus olhos mudos um mundo movido pelas leis do tempo.
domingo, 2 de julho de 2017
Do cansaço à poesia
Quando
o cansaço abafa a chama da alegria,
descai
a cortina sobre a janela do mundo,
fica
a alma isolada num espaço sem via,
obrigando-a
a virar-se para um poço sem fundo.
O
poeta vê a beleza na luz como no escuro.
Sabe
que é a vida que lhe abre e fecha os olhos.
O
seu sonho, livre, passa a través dos muros.
Brinca
com as estrelas que distribua aos molhos.
segunda-feira, 1 de maio de 2017
Entre o ver, ouvir e o atender
Olha
para a tua mente, que julga o inconsciente incoerente.
Olha
para as balizas da almofada da preguiça.
Olha
para a pedra pesada sobre a balança da palavra.
Olha
sem nomear para que o espírito se possa libertar
E
vê o inconsciente como criador de espaço e de tempo.
Vê
no florir da existência o estremecer da indulgência.
Vê
naquilo que é, o facto de que tudo é acto de fê.
Vê
no ser que avança o criador e sua dança.
Ouve
o silêncio cujas melodias são imensas,
Ouve
o compositor que maneja a arte no amor,
Ouve
o ouvinte e a sua mente que lhe mente,
Ouve
a razão que sulca o campo da compaixão.
Atende
o mundo que grita com a voz do mudo,
Atende
a atenção que gira a chave da libertação,
Atende
o sopro da vida que faz da alma um fogo,
Atende
o sonho e a seiva que sobe num céu sem dono.
sexta-feira, 3 de março de 2017
É hora de ponderar
Quem surpreende o surpreendido?
Será o mar da ilusão,
que numa onda diz – “conheço”?
Voz da vida,
breve grito,
que faz eco na nave
ancorada ao porto.
Abrem-se os livros do mundo
deixando, por entre as linhas,
escapar a torrente de tormentos
que os tingiram de saber.
Mas que fica
da digestão de uma
mera representação?
A visão penetrante
não conhece reflexão.
Entra no âmago do facto,
num cristalino sentimento
Inerente ao conhecimento.
Sem o reflexo da formulação,
o saber não tem princípio nem fim.
O “eu”, sem história nem projecto,
é músico, instrumento e sinfonia;
é pintor, é a tela e a sua cor;
é conhecedor, conhecido e conhecimento.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Na Hungria
Quando o olhar aberto Pousa sobre o mundo fechado Do homem ....daqui de perto Vê-o sobreviver ...debaixo dum telhado T...
-
Usando termos globais e conceitos relativos, é fácil enganar a filosofia. Quando se fala de humanidade, de universalidade ou de sociedade, ...
-
Todo o movimento no espaço e no tempo serve a consciência absoluta. Impessoal, ela abraça tudo sem nada conter – nem pode ser contida. Nã...
-
Quando o olhar aberto Pousa sobre o mundo fechado Do homem ....daqui de perto Vê-o sobreviver ...debaixo dum telhado T...